Data: 15/09/2020
Objetivo
Consumo e produção responsáveis
Pratos para serem finalizados em casa, kits de insumos, embalagens sustentáveis, e-commerce com produtos usados nos preparos, além da valorização de ingredientes sazonais e da “comida de vó”
Nenhum setor deve escapar às consequências da pandemia do coronavírus, mas pelo menos um poderá sair com um horizonte maior do que entrou no período de distanciamento social. Com o atendimento presencial suspenso em diversos locais em razão do risco de contágio, bares e restaurantes ampliaram a oferta de produtos e serviços, antecipando tendências da gastronomia que podem se consolidar quando tudo passar.
As pessoas gostam de sair, interagir, socializar, mas têm oportunidades que não eram olhadas pelos estabelecimentos e estão relacionadas a hábitos que vão ficar, como cozinhar mais em casa. O restaurante, que tinha um olhar mais para o serviço, agora tem que olhar para a indústria.
Os novos hábitos de consumo estão sendo, aos poucos, assimilados por empresários do setor. Nos últimos meses, popularizaram-se serviços em que os restaurantes, bares e chefs de cozinha atuam como curadores, escolhendo os produtos que serão entregues, por exemplo, em kits para ocasiões específicas, como um happy hour caseiro, ou mesmo como mestres, orientando como preparar e consumir os produtos. Racionalização de recursos e modos de produção e entrega mais sustentáveis viraram aliados para tornar a operação mais econômica.
A boa e velha marmita ganhou roupagem gourmet e foi adotada por chefs renomados. Em sua coluna no caderno Destemperados, a chef Roberta Sudbrack destacou as quentinhas como as “new big things”, ou a “nova tendência” da gastronomia. Para ela, o modelo obriga os chefs a focarem no essencial, o que pode ter reflexos positivos no setor.
Resumindo, o ato de inovar usando o progama de delivery não necessáriamente precisa ter como ideia a comida que lhe seria apresentada no restaurante, mas sim uma inovação ni próprio alimento; o modo de preparo, a aparencia, embalagens etc. Pode se trazer ideia como comida com sabores menos artificiais e com ligações com a pratica do Slow Food, já que não precisamos criar a falsa impressão de que estamos fora, mas se sentir confortavel em estar dentro.
Pois é, Samuel. Sabe que, com relação às marmitas e "quentinhas", na semana passada assisti ao Masterchef e uma das provas foi justamente pensar em um cardápio saudável e balanceado para as marmitas. Com relação ao serviço de "delivery", penso apenas que temos que considerar a quantidade de embalagens que acabam por ir para o lixo. Quem sabe pensar em uma embalagem retornável, como são as garrafas de vidro, por exemplo?
Acho muito legal esse "conceito" e concordo que a simplificação ou "desgourmetização" é uma tendência! E precisamos também pensar na produção em si... De onde vem as matérias primas? Como elas são produzidas?